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Juiz mantém prisão de policial acusado de tentativa de homicídio em Cuiabá

Decisão mantém encaminhamento do militar ao Tribunal do Júri e acusação de fraude contra a esposa.

Por Redação VORA News
Juiz mantém prisão de policial acusado de tentativa de homicídio em Cuiabá

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão preventiva e o encaminhamento ao Tribunal do Júri do policial militar Rennan Albuquerque de Melo. O acusado é apontado por tentar matar o motorista de aplicativo Diego Veiga Santos em Mato Grosso.

O crime aconteceu em 19 de dezembro de 2025, no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Rennan teria danificado o carro da vítima com violência e, cinco minutos depois, efetuado diversos disparos contra Diego, que sobreviveu ao ataque.

O Ministério Público afirma que a tentativa de homicídio ocorreu por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima. A defesa de Rennan alega legítima defesa e questionou a ausência de novas perícias e de uma reconstituição do crime, mas os argumentos foram rejeitados pelo magistrado.

Além da tentativa de homicídio, o policial responde por porte ilegal de arma de fogo e dano qualificado. Ele também é acusado de fraude processual, crime que envolve sua esposa, Karoline Pereira Miranda de Melo, cuja acusação foi mantida pelo juiz.

A denúncia sustenta que o casal simulou o furto do veículo Volkswagen Jetta para esconder a participação do carro no crime. Karoline teria registrado um boletim de ocorrência com informações falsas sobre o sumiço do automóvel sob orientação do marido.

Karoline nega a participação na fraude e permanece em liberdade. O juiz considerou que divergências nas informações prestadas às autoridades justificam a continuidade do processo contra ela, embora não haja prova conclusiva de que soubesse dos disparos.

O magistrado decidiu que não houve fatos novos para revogar a prisão preventiva de Rennan. Os recursos apresentados pela defesa serão agora analisados pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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