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PF apura saques de R$ 15,6 milhões por presidente do TCE-MT em Cuiabá

Investigação aponta 150 retiradas em espécie, sendo 64 realizadas em agência bancária dentro do tribunal.

Por Redação VORA News
PF apura saques de R$ 15,6 milhões por presidente do TCE-MT em Cuiabá

A Polícia Federal investiga a movimentação de R$ 15,6 milhões em espécie por meio de 150 saques nas contas de Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, em Cuiabá. Desse montante, R$ 15,4 milhões foram retirados em 64 operações presenciais realizadas no caixa de uma agência do Sicoob instalada nas dependências do órgão em Mato Grosso.

De acordo com a apuração, outras 86 retiradas ocorreram em terminais de autoatendimento. A PF identificou que Roseli Loss, então chefe de gabinete, realizava saques frequentes que somam cerca de R$ 3,5 milhões. Em seis momentos, esses valores foram repassados a Adriangelo Barros Antunes, ex-cunhado de Sérgio Ricardo.

O relatório policial detalha transações de alto valor com pedidos de provisionamento ao banco, como saques de R$ 500 mil em 30 de setembro de 2025 e R$ 490 mil em 8 de outubro do mesmo ano. Entre janeiro e outubro de 2025, o conselheiro recebeu 101 repasses do TCE-MT, totalizando R$ 15,4 milhões, divididos entre ordens bancárias avulsas, pagamentos a fornecedores e vencimentos salariais.

O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça, decretou a prisão preventiva de Sérgio Ricardo e de outros cinco investigados, incluindo Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Felipe José Glinke, Adriangelo Barros Antunes, Roseli Loss e Gustavo Fernandes da Silva. A operação mobilizou mais de 180 agentes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

A decisão do STJ também determinou o afastamento dos conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar, além do conselheiro aposentado Valter Albano. A PF suspeita que a suspensão de contratos administrativos era usada para pressionar fornecedores e que recursos públicos eram convertidos em dinheiro vivo.

As investigações apuram possíveis crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a Administração Pública. A Polícia Federal sustenta que Sérgio Ricardo liderava a estrutura, enquanto operadores financeiros atuavam na conversão dos valores.

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