Custos elevados pressionam margens do milho em Mato Grosso
Conab prevê aumento da área plantada no Brasil para a safra 2026/27 apesar de riscos climáticos.
A rentabilidade da produção de milho em Mato Grosso enfrenta pressões devido à alta dos custos. Embora a receita esteja 5,75% acima do Custo Operacional Efetivo (COE), o Custo Operacional Total (COT), que inclui Prólabore e depreciações, chega a R$ 6.070,09 por hectare, superando a receita em 4,04%.
Nesse contexto, a viabilidade financeira da atividade pode ser prejudicada caso ocorram quedas nos preços médios ou perdas na produtividade das lavouras.
Para a safra 2026/27, a Conab projeta que a área de cultivo de milho no Brasil cresça 4,89%, atingindo 23,70 milhões de hectares. A expansão é motivada por uma previsão de alta de 6,60% no consumo interno, com destaque para o crescimento das indústrias de etanol de milho.
A produção nacional deve somar 148,02 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,43% comparado ao ciclo anterior. Esse resultado ocorre mesmo com uma estimativa de queda de 2,34% na produtividade, fixada em 104,07 sc/ha.
As incertezas climáticas ligadas ao El Niño são pontos de atenção para o setor. A Conab indica que chuvas irregulares no Centro-Oeste e excessos de precipitação na região Sul podem comprometer o rendimento das plantações.