Mato Grosso foca em vazio sanitário do algodão e avanço da soja
Produtores intensificam manejo pós-colheita para conter pragas enquanto plantio de soja atinge 33,28% da área prevista no estado.

Com o encerramento da colheita do algodão em Mato Grosso, o setor produtivo prioriza agora a proteção sanitária durante a entressafra. Entre os dias 4 e 10 de outubro, agricultores intensificaram a preparação das áreas para o vazio sanitário, conforme dados do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), do Imea e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).
As atividades de manejo pós-colheita focam na eliminação de restos culturais. O processo envolve a destruição de soqueiras, a retirada de rolinhos remanescentes e o controle de plantas voluntárias para diminuir riscos fitossanitários.
Para combater o bicudo-do-algodoeiro, as equipes reforçaram a instalação de tubos mata-bicudo e armadilhas nas bordas dos talhões. O objetivo é eliminar focos da praga e garantir a sanidade do solo para os ciclos seguintes.
Simultaneamente, a semeadura da soja 2026/27 avançou em Mato Grosso, atingindo 33,28% da área prevista. O ritmo de plantio cresceu 23 pontos percentuais em uma semana, impulsionado pela regularidade das chuvas.
O desempenho atual da soja está 12 pontos percentuais superior ao mesmo período da safra anterior. O crescimento é liderado pelas regiões Oeste e Médio-Norte, enquanto no Noroeste o plantio em áreas de sucessão com algodão de segunda safra está quase finalizado.
Apesar do avanço, a distribuição irregular das chuvas em certas localidades exige que os produtores mantenham o acompanhamento para assegurar o desenvolvimento das lavouras.
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