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Homem é condenado a 31 anos de prisão por feminicídio em Cuiabá

Jackson Pinto da Silva matou a esposa por asfixia e simulou sequestro para obter vantagens financeiras em Mato Grosso.

Por Redação VORA News

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Jackson Pinto da Silva a 31 anos e três dias de reclusão em regime inicial fechado, além de um mês e três dias de detenção em regime aberto. A sentença refere-se ao feminicídio da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, ocorrido em 4 de maio de 2026, em Mato Grosso.

O Conselho de Sentença considerou o réu responsável pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime. A juíza presidente Mônica Catarina Perri Siqueira também determinou o pagamento de 15 dias-multa e uma indenização de 50 salários-mínimos aos sucessores da vítima.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime aconteceu no bairro Parque Cuiabá, enquanto a vítima dormia. Jackson teria matado a esposa por asfixia mecânica, o que impediu qualquer reação de defesa. A acusação apontou que o crime ocorreu em contexto de violência doméstica, com menosprezo à condição feminina e motivação patrimonial.

As investigações revelaram que o condenado buscou controle sobre os recursos financeiros da vítima e realizou movimentações bancárias em benefício próprio. Após o assassinato, ele transportou o corpo para outro imóvel da empresária e o enterrou utilizando maquinário contratado sob a justificativa de obras no local.

Para dificultar a descoberta do crime, o réu removeu equipamentos de imagens da residência e simulou o desaparecimento de Nilza. Ele utilizou o celular da esposa para enviar mensagens a familiares forjando um sequestro e exigindo resgate, além de registrar uma ocorrência policial com informações falsas.

O promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou a acusação em plenário, tese que foi acolhida pelos jurados. O corpo da vítima foi localizado um dia após a data do crime.

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