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Política

MPC pede que presidente da Câmara de Várzea Grande devolva R$ 630 mil

Pedido de ressarcimento ocorre após apontamento de superfaturamento em contrato de tecnologia da informação em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
MPC pede que presidente da Câmara de Várzea Grande devolva R$ 630 mil

O Ministério Público de Contas de Mato Grosso (MPC-MT) solicitou que Wanderley Cerqueira, presidente da Câmara de Várzea Grande, devolva R$ 630.562,00 aos cofres públicos. O valor refere-se a um suposto superfaturamento em contrato de tecnologia da informação, firmado com a empresa Lexin Soluções e Tecnologia da Informação Ltda.

O contrato 02/2025, no valor total de R$ 831.040,00, previa serviços de registro, controle e transcrição de áudios do processo legislativo. Para chegar ao valor do prejuízo, a auditoria comparou a contratação com um pregão da Câmara de Gravataí, no Rio Grande do Sul, que custou R$ 200.478,00 por serviços equivalentes.

No parecer assinado em 22 de setembro de 2026, o procurador-geral de Contas, William de Almeida Brito Júnior, afirmou que o dano se concretizou pois o pagamento foi integralmente realizado sem correções. O MPC propôs a devolução do montante com juros e correção, além de multa ao vereador e envio dos autos ao Ministério Público Estadual.

Em sua defesa, Wanderley contestou a comparação com o município gaúcho, alegando que a auditoria ignorou diferenças regionais e de infraestrutura. O parlamentar argumentou que o contrato anterior com a empresa Know How era mais caro, totalizando R$ 932.134,39 anuais.

O MPC rejeitou a tese da defesa ao observar que a própria Câmara contratou posteriormente a empresa Ágape Assessoria e Consultoria Ltda. por um valor anual de R$ 342.468,00. O órgão recomendou que as contas de 2025 sejam julgadas regulares com ressalvas, pois a irregularidade se limita a um contrato específico.

O processo tem como relator o conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). Paralelamente, Wanderley foi alvo da Operação Cathedra Venalis, do Gaeco, que investiga suspeitas de corrupção e compra de apoio político na eleição da Mesa Diretora da Câmara.

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