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STJ nega recurso de advogado investigado por golpes em Cuiabá, MT

Ministro rejeitou pedido de anulação de provas em caso que envolve uso indevido de nomes de magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
STJ nega recurso de advogado investigado por golpes em Cuiabá, MT

O ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), rejeitou um habeas corpus apresentado pela defesa do advogado Rafael Moraes Valente. O profissional é investigado por supostamente utilizar nomes de magistrados de Mato Grosso para a prática de crimes em Cuiabá.

A defesa, conduzida pelo advogado Matheus Amelio de Souza Bazzi, questionava a validade de buscas e provas obtidas. O argumento era que o corregedor-geral não teria competência para autorizar medidas cautelares criminais enquanto a investigação estava sob a responsabilidade da Corregedoria-Geral da Justiça de MT.

Ao analisar o pedido, o ministro Messod Azulay Neto afirmou que a investigação já retornou à primeira instância e que o Juízo das Garantias de Cuiabá ainda não se manifestou sobre a validade das provas. Por esse motivo, a questão deve ser examinada pelas instâncias inferiores antes de chegar ao STJ.

O relator ressaltou que as medidas foram solicitadas pelo Ministério Público e não por iniciativa própria da Corregedoria. Com a decisão de não conhecer do habeas corpus, a discussão sobre a validade das diligências seguirá no processo em andamento na primeira instância.

O caso teve início em agosto de 2025, quando um motorista de aplicativo recebeu um envelope com R$ 10 mil destinado ao presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira. A Presidência do TJMT informou que não solicitou nem autorizou a entrega.

A apuração investiga crimes de associação criminosa e falsidade ideológica. Além de Rafael Moraes Valente, são citados Eduardo Soares de Moraes, Felipe Marcelo da Silva Fontes Nazario, Christoffer Augusto dos Santos Souza, José Menino de Souza Araújo e Jaqueline Fonseca da Silva.

Análises técnicas indicam que os nomes do desembargador José Zuquim Nogueira e dos juízes Francisco Ney Gaiva e Geraldo Fidelis foram usados para dar credibilidade a negociações. Os três magistrados são apontados como possíveis vítimas no processo.

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