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Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande está sem vigilância armada

Unidade de saúde em Mato Grosso possui contrato de R$ 3,24 milhões para segurança, mas funcionários fazem controle de acesso.

Por Redação VORA News
Hospital e Pronto-Socorro de Várzea Grande está sem vigilância armada

O Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande, em Mato Grosso, opera sem o serviço de vigilância armada, apesar de a Prefeitura manter um contrato de R$ 3,24 milhões com vigência até maio de 2027. Na unidade, funcionários do próprio hospital realizam o controle de acesso na recepção.

A Lince Segurança Patrimonial Ltda, empresa responsável pelo serviço, teria suspendido as atividades após três meses de pagamentos em atraso. O subsecretário da unidade, José Silvério da Silva Neto, confirmou a ausência dos vigilantes, enquanto a Secretaria Municipal de Saúde afirmou não ter recebido notificação oficial sobre a suspensão do contrato.

O contrato prevê 13 postos de vigilância armada, com um custo mensal de R$ 135.005,90. No Pronto-Socorro, a previsão é de três postos por turno. A falta de segurança ocorre após a gestão da prefeita Flávia Moretti substituir vigilantes antigos por profissionais terceirizados.

Além da segurança, a unidade apresenta pacientes aguardando atendimento em macas nos corredores. A paciente Jéssica Inácio Gaspar relatou a falta de quartos e problemas na alimentação enquanto aguardava cirurgia ortopédica. Outra acompanhante, Ana Lívia, queixou-se da falta de informações sobre a espera médica e de equipamentos danificados.

Houve questionamentos sobre o centro cirúrgico, com denúncias de que apenas duas das três salas estariam funcionando. A empresa Goiasmed afirmou que uma única sala é insuficiente para a demanda. A gestão do hospital negou a irregularidade, alegando que a terceira sala passou por manutenção de equipamento.

Sobre a UTI neonatal, o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) informou que a unidade foi desinterditada após a apresentação de uma escala de profissionais. O órgão realizará nova fiscalização em 30 dias para verificar a manutenção do quadro, sob risco de nova interdição.

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