Cotações do agro
Ver mais
Cuiabá
--:--
--°CCuiabá - MT
Mato Grosso

Justiça cobra relatório sobre esquema de R$ 2,5 milhões em Várzea Grande

Decisão determina que Polícia Civil e LAB-LD detalhem movimentações financeiras de servidor municipal e outros investigados em MT

Por Redação VORA News
Justiça cobra relatório sobre esquema de R$ 2,5 milhões em Várzea Grande

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, deu um prazo de 30 dias para que a Polícia Civil e o Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) entreguem um relatório complementar. A medida faz parte de uma ação penal que investiga um suposto esquema de pirâmide financeira com prejuízo estimado em R$ 2,5 milhões em Várzea Grande, Mato Grosso.

Estão sob investigação a empresária Taiza Tosatt Eleotério da Silva, o policial federal Ricardo Mancinelli Souto Ratola e o médico Diego Rodrigues Flores, que é servidor da Prefeitura de Várzea Grande. A decisão judicial atende a um pedido do Ministério Público Estadual (MPE), que considerou insuficientes os relatórios bancários de 2025 e 2026 para individualizar as transações dos envolvidos.

O promotor Sérgio Silva da Costa solicitou a análise detalhada de créditos e débitos dos investigados e de outras pessoas físicas e jurídicas. O MPE aponta que a quebra de sigilo bancário, que abrange o período entre janeiro de 2020 e janeiro de 2025, serve para rastrear valores desviados e apurar possíveis crimes de lavagem de dinheiro.

O Ministério Público indicou que pessoas próximas a Taiza, como familiares e ex-companheiro, podem ter sido usadas em operações financeiras. Fabiellen Fernanda Toderke é citada como possível investidora, com registros de 51 operações de crédito totalizando R$ 892.371,38 e recebimentos de R$ 1.324.385,67 em 74 operações.

A investigação também envolve a empresa TR Investimentos e movimentações ligadas a Nelson Vicente Junior, Edileuza dos Anjos Tosatt, Carlos Oliveira Spadoni, Centro Oeste Veículos e G S Comércio de Motos e Veículos Ltda. O MPE pediu diligências para identificar veículos comprados e os responsáveis pelas negociações nas empresas do setor automotivo.

A defesa de Diego Rodrigues Flores solicitou a realização de uma perícia contábil-financeira, mas o pedido foi negado pelo magistrado. O juiz argumentou que relatórios técnicos de órgãos especializados já foram produzidos e que a defesa não comprovou deficiências que justificassem a nova análise.

Por fim, a Justiça determinou que a Polícia Civil e o LAB-LD cobrem, em até 10 dias, as informações bancárias pendentes. As instituições financeiras que descumprirem a ordem poderão responder por crime de desobediência e pagar multa diária de R$ 1 mil.

Mais notícias de Mato Grosso