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Justiça busca produtor rural em Barra do Garças e descobre residência em MG

Bernardo Mazzutti é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro em processo que envolve decisões do STJ.

Por Redação VORA News
Justiça busca produtor rural em Barra do Garças e descobre residência em MG

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre a notificação do produtor rural Bernardo Mazzutti. A tentativa de notificá-lo na Fazenda Eldorado, em Barra do Garças, Mato Grosso, não teve sucesso, pois o oficial de Justiça constatou que o denunciado reside atualmente em Uberlândia, Minas Gerais.

De acordo com a certidão do oficial Carlos Antonio de Farias, um funcionário da propriedade informou que o proprietário visita a fazenda apenas esporadicamente. O servidor localizou dois endereços de Mazzutti na cidade mineira após a diligência realizada em agosto na zona rural de Barra do Garças.

Mazzutti é acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A PGR afirma que ele teria sido um dos beneficiários de negociações conduzidas pelo lobista Andreson de Oliveira Gonçalves e pelo advogado Roberto Zampieri para obter minutas de decisões judiciais ajustadas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), com foco em processos da Fazenda Eldorado.

A denúncia aponta repasses que somam R$ 7,42 milhões, sendo que mais de 70% do valor teria sido pago em dinheiro vivo. As evidências incluem transferências bancárias e registros de um livro-razão das fazendas Eldorado e Vitória, além de áudios de Zampieri indicando que resultados de julgamentos já eram conhecidos antes da publicação oficial.

O processo, parte da Operação Sisamnes, investiga a atuação de um grupo entre 2019 e 2023 para interferir em decisões do STJ com a ajuda de servidores do tribunal. Entre os acusados estão o ex-chefe de gabinete Daimler Alberto de Campos e Márcio José Toledo Pinto.

O ministro Zanin destacou a necessidade de celeridade nas diligências, já que Mazzutti é o único denunciado ainda não notificado formalmente. Após a manifestação da PGR, o STF decidirá se abre a ação penal, etapa que concede aos acusados 15 dias para resposta prévia.

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