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Justiça nega reabertura de prazo em processo de golpes em Cuiabá e Várzea Grande

Decisão envolve a Operação Gerente Fantasma, que investiga organização criminosa e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça nega reabertura de prazo em processo de golpes em Cuiabá e Várzea Grande

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Jean Garcia de Freitas Bezerra, indeferiu o pedido da defesa de Valmir Costa dos Santos para reabrir o prazo de resposta à acusação. A solicitação visava aguardar a conclusão de perícias em celulares apreendidos durante a Operação Gerente Fantasma, em Mato Grosso.

A decisão indica que a denúncia já se baseia em elementos documentados, incluindo dados de um aparelho Xiaomi apreendido na Penitenciária Central do Estado. O dispositivo é atribuído a Marcelo Augusto Moraes Gaspar, conhecido como Tim Maia, apontado pela Polícia Civil como líder e gestor financeiro de um esquema de golpes e lavagem de dinheiro.

A investigação, conduzida pela Denarc da Polícia Civil de MT, aponta que o grupo teria ligações com o Comando Vermelho e atuava em Cuiabá e Várzea Grande. Além de golpes digitais em plataformas de compra e venda, a organização é suspeita de tráfico de drogas e de utilizar empresas e contas de terceiros para ocultar recursos.

No caso de Valmir, a denúncia menciona diálogos no celular de Marcelo com um contato chamado Valmir Rua, além de registros de movimentações financeiras. O magistrado afirmou que os laudos pendentes referem-se a aparelhos apreendidos posteriormente e não fundamentaram a denúncia inicial.

A Operação Gerente Fantasma foi deflagrada em 23 de abril de 2026 com 27 ordens judiciais. Na ação, a polícia apreendeu uma mala com aproximadamente R$ 600 mil e identificou a realização de eventos esportivos e distribuição de cestas básicas para ampliar a influência do grupo nas comunidades.

Outras determinações judiciais incluem a regularização de procuração de Jokarp Carvalho dos Santos Miranda e a correção de dados de qualificação de Marcia de Moraes Gaspar pelo Ministério Público. Pedidos de revogação de prisão preventiva de quatro investigados foram transferidos para autos de medidas cautelares.

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