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Poder Judiciário de Mato Grosso lança portal para gestão de vitaliciamento

Plataforma Mentoria.Juris, desenvolvida pela Esmagis-MT com inteligência artificial, centraliza o fluxo de acompanhamento de juízes substitutos.

Por Redação VORA News
Poder Judiciário de Mato Grosso lança portal para gestão de vitaliciamento

A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) apresentou o Portal Mentoria.Juris, ferramenta criada para gerenciar o fluxo de vitaliciamento e as atividades da Preceptoria Judicial 2026. O sistema foi apresentado em reunião virtual para orientar juízes substitutos do Poder Judiciário de Mato Grosso sobre o uso da plataforma durante o estágio probatório.

Idealizado por Reginaldo Celestino Araújo da Silva Cardozo, assessor de Relações Institucionais da Esmagis, o portal foi construído com Inteligência Artificial. O objetivo é simplificar a comunicação entre juízes e desembargadores preceptores, concentrando em um único ambiente as informações do processo de vitaliciamento para garantir mais segurança e organização.

O sistema permite o registro de atividades, desafios e aprendizados, além do envio de sentenças para análise e preenchimento de relatórios trimestrais. A ferramenta gera documentos em PDF para assinatura digital, eliminando a necessidade de múltiplos canais de comunicação e padronizando a entrega de informações.

A juíza Luana Wendt Ferreira Corrêa da Costa ressaltou que a padronização torna o acompanhamento mais objetivo e intuitivo, facilitando o cumprimento das etapas do período probatório. A iniciativa visa reduzir a dispersão de arquivos e tornar o processo mais simples para magistrados e preceptores.

A avaliação dos juízes substitutos agora incluirá critérios como produtividade, conduta ética, assiduidade, liderança e responsabilidade digital, indo além do conhecimento jurídico. O modelo prevê relatórios estruturados nos dois primeiros anos de carreira para oferecer mais transparência e uniformidade.

A sistemática segue a Resolução nº 654/2025 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabelecendo que o processo de vitaliciamento comece na posse do magistrado. Para dar suporte, a Corregedoria-Geral da Justiça instituiu a Comissão Permanente de Vitaliciamento, responsável por consolidar as avaliações e propor diretrizes.

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