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Advogado passa mal durante júri do caso Roberto Zampieri em Cuiabá

Eduardo Polidoro teve queda de pressão durante a defesa do coronel Etevaldo Caçadini em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Advogado passa mal durante júri do caso Roberto Zampieri em Cuiabá

O advogado Eduardo Polidoro passou mal durante a sustentação oral no Tribunal do Júri de Cuiabá, em Mato Grosso, na tarde desta quinta-feira, 1º de outubro. O jurista, que defende o coronel da reserva Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, sofreu uma queda de pressão arterial faltando cinco minutos para encerrar seu tempo de fala.

A sessão foi suspensa temporariamente para que Polidoro se recuperasse com o auxílio de colegas, que ofereceram água no plenário. Após a pausa, o advogado retomou a palavra e concluiu a argumentação, defendendo a inocência de Caçadini e afirmando a inexistência do grupo C4, denominado Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos.

O julgamento envolve também os réus Antônio Gomes da Silva e Hedilerson Fialho Martins Barbosa. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Caçadini teria financiado o crime com o pagamento de R$ 40 mil, enquanto Hedilerson teria sido o contratante e dono da arma utilizada por Antônio, apontado como o executor.

O crime ocorreu em 5 de dezembro de 2023, na capital de Mato Grosso. O advogado Roberto Zampieri foi morto com cerca de 10 tiros ao entrar em seu veículo, um Fiat Strada. Imagens de segurança mostram que o assassino estava com o rosto descoberto, utilizou uma caixa para abafar o som dos disparos e fugiu a pé.

As investigações sobre a morte de Zampieri revelaram, por meio da análise do celular da vítima, a existência de negociações de venda de sentenças envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso e um lobista. No entanto, a execução do advogado não possui relação direta com esses investigados.

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