Justiça mantém ex-presidente da Unimed Cuiabá como réu em Mato Grosso
Decisão judicial mantém acusações de estelionato e lavagem de dinheiro relacionadas a rombo de R$ 400 milhões.

O juiz federal Jeferson Schneider, da 5ª Vara da Seção Judiciária de Mato Grosso, negou recurso e manteve como réus o ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens Carlos de Oliveira Júnior, e outras cinco pessoas. O grupo é acusado de lavagem de dinheiro e estelionato no âmbito da Operação Bilanz, que investiga um rombo de R$ 400 milhões na cooperativa entre 2020 e 2022.
Além de Rubens, figuram como réus a advogada Jaqueline Proença Larrea Mees, o ex-consultor Eroaldo de Oliveira, a ex-superintendente Ana Paula Parizotto, a ex-diretora Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma e o sócio-administrador da Arche Negócios Ltda., Erikson Tesolini Viana.
As defesas alegaram omissões na decisão que aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e solicitaram a retirada de análises bancárias e laudos periciais, além de novas investigações. O magistrado rejeitou os pedidos, afirmando que a decisão anterior era clara e que contestações sobre documentos devem ocorrer durante a instrução criminal.
O juiz destacou que não cabe ao Judiciário substituir o órgão acusador na definição de estratégias investigativas ou determinar novas diligências. Ele também autorizou o MPF a extrair cópias do processo para analisar possíveis providências civis, criminais e profissionais sobre os argumentos da defesa.
A denúncia, recebida em abril, menciona o pagamento de R$ 700 mil em comissão à Arche Negócios Ltda. por intermediação de um empréstimo de R$ 33 milhões junto ao Sicoob/Credicom. O MPF sustenta que a negociação ocorreu diretamente entre a cooperativa e a instituição financeira, sem intermediários.
A Operação Bilanz foi iniciada em outubro de 2024 após a Polícia Federal identificar irregularidades na gestão de Rubens, ocorrida entre 2019 e 2023. A investigação aponta que o balanço contábil de 2022 foi maquiado, alterando um saldo positivo de R$ 370 mil para inconsistências de R$ 400 milhões.
Entre as irregularidades citadas estão a antecipação indevida de pagamentos, contratos irregulares, obras sem autorização em assembleia e relações desiguais com fornecedores.
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