Condenados por golpe da OLX podem recorrer em liberdade em Cuiabá
Decisão judicial esclarece que não houve prisão preventiva para os envolvidos em fraude de R$ 1 milhão em Mato Grosso e outros estados.

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu nesta sexta-feira (6) que João Vinícius Prado Ferreira e Ollyvander de Jesus Oliveira da Silva Moraes podem recorrer em liberdade. Os dois foram condenados por lavagem de dinheiro, estelionato eletrônico e organização criminosa em um esquema de falso intermediário na plataforma OLX que atingiu diversas regiões do Brasil, incluindo Mato Grosso.
A determinação ocorreu após a defesa de João Vinícius apresentar embargos de declaração sobre a sentença de outubro. O magistrado esclareceu que não houve decreto de prisão preventiva para os réus, justificando que ambos permaneceram soltos durante a instrução processual e que não existem requisitos para a custódia cautelar.
As investigações do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apontaram que Ollyvander chefiava a quadrilha. Ele recrutava pessoas para abrir contas bancárias de terceiros, utilizadas para receber valores de vítimas em estados como Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, totalizando um prejuízo de aproximadamente R$ 1 milhão.
No processo, o juiz destacou que mensagens no celular de João Vinícius comprovavam sua participação direta. O acusado admitia a prática do golpe, orientava comparsas a ocultar chips e cartões, além de pagar taxas a organizações criminosas para operar as fraudes.
A decisão manteve a condenação solidária de João Vinícius e Ollyvander ao pagamento de R$ 250 mil de indenização para a vítima Pedro Armando Leite de Freitas. O pedido da defesa para limitar o valor ao montante recebido individualmente será analisado pelo Tribunal de Justiça.
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