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Médico sem registro de especialista operou jovem que morreu em Cuiabá

CRM-MT instaurou sindicância para apurar morte de paciente de 24 anos durante procedimento cirúrgico na capital de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Médico sem registro de especialista operou jovem que morreu em Cuiabá

Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, morreu na última sexta-feira (16) durante uma cirurgia plástica realizada no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá, Mato Grosso. A jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória e não resistiu, apesar das manobras de reanimação feitas por cerca de duas horas.

O procedimento foi conduzido pelo médico Euller Gustavo Preza. De acordo com o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT), o profissional não possui o Registro de Qualificação de Especialista (RQE) e está cadastrado no órgão apenas como médico sem especialidade registrada, o que o impede de se anunciar publicamente como cirurgião plástico.

O Colégio Brasileiro de Cirurgia Plástica (CBCP) confirmou que Euller é membro da entidade desde 2011 e membro titular desde 2018. No entanto, o CRM-MT esclareceu que a conclusão de cursos de pós-graduação, como os do CBCP, não concede o título de especialista nem autoriza a emissão do RQE.

Para obter o título legal de especialista, o CRM-MT explica que o médico deve concluir residência médica credenciada pelo MEC ou ser aprovado em exame da Associação Médica Brasileira (AMB), registrando posteriormente o certificado no conselho regional.

A defesa de Euller Gustavo Preza afirmou que a cirurgia ocorreu em ambiente adequado e com profissionais habilitados, ressaltando que o médico atua na área há mais de 25 anos. A assessoria jurídica informou ainda que o médico registrou um boletim de ocorrência por agressão e ameaça de morte cometidas por familiares da paciente.

O CRM-MT instaurou uma sindicância para investigar a dinâmica e as circunstâncias do falecimento de Lurdes Maria. O processo contra o médico corre em sigilo, e o órgão ressaltou que a apuração é um trâmite legal que garante o direito à ampla defesa.

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