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Justiça determina reabertura de posto do Indea em Cuiabá

Decisão judicial estabelece prazo de 30 dias úteis para retomada de perícias presenciais em cargas de madeira no Distrito Industrial.

Por Redação VORA News
Justiça determina reabertura de posto do Indea em Cuiabá

A Justiça determinou que o Estado e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT) reabram o Posto de Fiscalização e Identificação de Madeiras no Distrito Industrial de Cuiabá, Mato Grosso. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT).

O órgão terá 30 dias úteis para restabelecer a unidade e retomar as perícias presenciais em cargas de madeira destinadas à exportação ou ao comércio interestadual. Caso a decisão não seja cumprida, foi fixada uma multa diária de R$ 10 mil, com limite total de R$ 100 mil.

O juiz Emerson Luis Pereira Cajango afirmou que a interrupção da fiscalização especializada em postos de triagem facilita a circulação de matéria-prima florestal extraída ilegalmente. Para o magistrado, a extinção do posto reduz a proteção ambiental.

A unidade havia sido fechada em maio deste ano devido à Lei Complementar Estadual nº 843/2026. Essa norma extinguiu o Certificado de Identificação de Madeira (CIM) e trocou a identificação presencial por fiscalização baseada em inteligência e critérios de risco.

O promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel argumentou que esta é a quinta tentativa do Estado de enfraquecer a fiscalização das florestas mato-grossenses. Ele destacou que mecanismos substitutos não oferecem a mesma proteção que a fiscalização científica presencial.

O MPMT sustenta que a perícia xilológica feita por técnicos é a principal ferramenta para evitar fraudes, como o uso de espécies comuns para esconder madeiras nobres ou protegidas, algo que sistemas eletrônicos e documentos não conseguem verificar com a mesma segurança.

Desde 2013, cinco iniciativas legislativas tentaram reduzir o controle técnico do Indea-MT. O processo seguirá em tramitação até o julgamento final, enquanto o Ministério Público monitora a recomposição da estrutura do posto.

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