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Servidores denunciam falta de água e assédio moral em CRAS de Cuiabá

Sindicato aponta metas abusivas e problemas estruturais em unidades de assistência social na capital de Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Servidores denunciam falta de água e assédio moral em CRAS de Cuiabá

Uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) no bairro Doutor Fábio, em Cuiabá, Mato Grosso, ficou sem abastecimento de água por dois dias. O problema foi alvo de reclamação do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá (Sispumc) em 10 de setembro, porém o órgão afirma que não obteve resposta da Prefeitura.

Além da questão estrutural, o Sispumc, por meio de seu presidente Renaudt Tedesco, denuncia a ocorrência de assédio moral e a imposição de metas abusivas. Os relatos abrangem a rotina de trabalho em albergues, unidades de acolhimento, Centro POP, CREAS e CRAS da capital mato-grossense.

O sindicato afirma que a gestão municipal cobra um volume de atendimentos incompatível com a jornada de trabalho. Enquanto a recomendação técnica do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) sugere de 30 a 45 minutos por usuário, os profissionais alegam ser forçados a realizar atendimentos em série, sem tempo para análise ou registro.

A entidade destaca que a pressão por produtividade gera quadros de ansiedade e esgotamento. Servidores que realizam atendimentos detalhados estariam sujeitos a constrangimentos públicos, advertências informais e ameaças de alteração de escala ou transferência.

A secretária de Assistência Social, Hélida Vilela de Oliveira, encaminhou a denúncia para a Assessoria Jurídica (Assejur). O órgão solicitou informações sobre o dimensionamento das equipes e os fluxos de trabalho para responder ao sindicato e avaliar o envio do caso à Corregedoria.

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá informou que o abastecimento no CRAS Doutor Fábio foi regularizado após o acionamento de um caminhão-pipa da concessionária Águas Cuiabá na quarta-feira (29). A gestão municipal afirmou que os servidores não foram obrigados a ficar na unidade sem água, adotando um sistema de revezamento para orientar os usuários.

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