Medeiros pede apuração sobre uso político e tráfico na UFMT em Cuiabá
Parlamentar acionou o Ministério Público Eleitoral e o Ministério da Justiça para investigar a universidade em Mato Grosso.

O deputado federal e senador eleito José Medeiros, do PL, apresentou representações ao Ministério Público Eleitoral para investigar a possível utilização da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, para fins políticos. O parlamentar questiona se a estrutura da instituição foi usada em manifestações de apoio ao presidente Lula.
As representações citam a reitora Marluce Aparecida Souza e Silva e órgãos colegiados da universidade. Medeiros solicita esclarecimentos sobre a Resolução CONSEPE nº 700/2026, que suspendeu as atividades acadêmicas entre 23 e 26 de outubro, e pede a apuração de eventual participação da administração na organização de atos políticos.
Entre os pontos mencionados estão uma manifestação próxima à Guarita I do campus de Cuiabá, convocada por sindicatos de docentes e técnicos, e um vídeo de representante estudantil que anunciou a suspensão das aulas e pediu votos para Lula. O pedido visa verificar se houve abuso de poder ou uso de recursos públicos para favorecer a candidatura.
Em paralelo, o parlamentar enviou um requerimento ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, via Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O objetivo é obter dados sobre ocorrências de tráfico de drogas e as medidas de combate ao crime dentro de universidades federais, com foco na UFMT.
O pedido menciona a prisão de cinco suspeitos em junho de 2024 e denúncias de venda de entorpecentes em banheiros do campus em julho de 2025. Medeiros questiona a comunicação entre a universidade e as forças de segurança, além de solicitar estatísticas de operações policiais desde janeiro de 2023.
O parlamentar afirmou que universidades públicas não podem ser utilizadas como pontos de venda de drogas ou espaços para organizações criminosas. As denúncias sobre a segurança no campus também já foram citadas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini.
As representações solicitam diligências e análise de documentos, mas não comprovam a ocorrência de irregularidades. A assessoria da UFMT foi procurada para prestar esclarecimentos, porém não retornou até o fechamento da matéria.
Mais notícias de Mato Grosso
- Fiscalização em oficina encontra quatro cães e levanta suspeita de maus-tratos em Primavera do Leste
- Governador declara facções criminosas como organizações terroristas
- Pivetta quer classificar facções criminosas como terroristas em Mato Grosso
- Inquilino é detido após mulher denunciar ameaça e importunação sexual no Nortão
- Motorista bêbado prende carreta entre muro e calçada e trava ruas de VG; vídeo
- PM mobiliza 3,5 mil policiais para segundo turno das eleições em MT