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Produtores de Canarana em MT entram em recuperação judicial com dívida de R$ 130 milhões

Grupo familiar busca renegociar débitos após crises climáticas e alta nos custos de produção.

Por Redação VORA News
Produtores de Canarana em MT entram em recuperação judicial com dívida de R$ 130 milhões

A Vara Regionalizada de Recuperação Judicial e Falência de Rondonópolis aceitou o pedido de recuperação judicial de quatro produtores rurais da família Buuron, em Canarana, Mato Grosso. O Grupo Buuron, composto por Osmar, Maria Terezinha, Luiz Carlos e Priscilla Marilaak Reyes da Silva, busca renegociar dívidas que somam R$ 129.831.117,79.

A crise financeira foi atribuída por sucessivos problemas climáticos nas safras de 2023, 2024 e 2025, além da elevação dos juros e dos custos de produção. A decisão judicial baseou-se em laudo de constatação prévia, que confirmou a atividade rural por mais de dois anos e o cumprimento de exigências documentais.

A Justiça permitiu a consolidação processual e substancial, tratando os quatro produtores como um único grupo econômico. Com isso, ativos e dívidas serão reunidos em um só plano de recuperação. As cobranças ficam suspensas por 180 dias, período em que penhoras, arrestos e buscas e apreensões de bens estão vedados.

Do montante total, R$ 63,6 milhões são créditos sujeitos à recuperação, enquanto R$ 66,2 milhões são dívidas com alienação fiduciária. Entre os principais credores estão o Sicoob Primavera, com R$ 37 milhões, a Caixa Econômica Federal, com R$ 34,5 milhões, e a Primacredi Credisis, com R$ 16,1 milhões.

A lista de débitos inclui ainda o Sicredi Araxingu, com R$ 11,2 milhões, o Santander, com R$ 7,5 milhões, o Banco do Brasil, com R$ 4,4 milhões e a Agrícola Alvorada, com R$ 4,4 milhões. Há também R$ 11,1 milhões em créditos de cinco pessoas físicas, R$ 39,6 mil em dívidas trabalhistas e R$ 38,5 mil em tributos devidos ao Estado de Mato Grosso e à Prefeitura de Canarana.

O grupo tem 60 dias para apresentar o plano de recuperação, sob risco de falência. A Mudih Consultoria, representada por Darbas José Coutinho Filho, foi nomeada para a administração judicial. Os credores possuem 15 dias, a partir da publicação do edital, para contestar ou habilitar os valores.

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