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MPF arquiva caso de mortandade de peixes em Barra do Bugres, MT

Investigação concluiu que a morte dos animais na Terra Indígena Umutina foi causada por seca prolongada.

Por Redação VORA News
MPF arquiva caso de mortandade de peixes em Barra do Bugres, MT

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar a investigação sobre a mortandade de peixes na Terra Indígena Umutina, localizada em Barra do Bugres, Mato Grosso. A decisão, assinada em 13 de outubro pelo procurador da República Ricardo Pael Ardenghi, determinou que o evento foi resultado de estiagem prolongada, sem a influência de ações humanas.

Para chegar a essa conclusão, o MPF consultou o Ibama e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema). Ambos os órgãos informaram que não foram encontradas irregularidades ambientais, empreendimentos ou atividades licenciadas que pudessem justificar a morte dos peixes.

Um laudo pericial de junho de 2026 detalhou a redução drástica do volume de água da Baía Grande e o desaparecimento do córrego local. O documento apontou a morte de peixes de médio e pequeno porte, mas descartou a presença de agrotóxicos, despejo de resíduos ou poluição.

A perícia relacionou o fenômeno às mudanças climáticas e a seca prolongada. Relatos de indígenas e um relatório do cacique da Aldeia Uapo confirmaram a queda incomum do nível da água e o ressecamento dos corpos hídricos na região.

O procurador Ricardo Pael Ardenghi destacou que as comunidades indígenas são vulneráveis às mudanças climáticas devido à dependência dos recursos naturais. Ele afirmou que secas e a morte de peixes são fenômenos registrados globalmente, gerando riscos morais, culturais e espirituais.

O MPF ressaltou que, embora as mudanças climáticas tenham ligação com a ação humana em escala global, não é possível individualizar responsáveis diretos pelo dano ambiental ocorrido na Terra Indígena Umutina.

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