Polícia Civil combate finanças de facção em Cuiabá e Várzea Grande
Operação Ad Rem resultou no sequestro de cinco imóveis e na prisão de um suspeito de gerir a arrecadação do crime organizado.

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou a Operação Ad Rem nesta segunda-feira, 19 de outubro, com o objetivo de descapitalizar uma facção criminosa. As ações ocorreram em Cuiabá, Várzea Grande e na região do Rio dos Peixes, entre a capital e Chapada dos Guimarães.
A ofensiva, coordenada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), cumpriu seis mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou também o sequestro de cinco imóveis, sendo quatro em Várzea Grande e uma chácara.
As investigações apontam que a organização utilizava terceiros e familiares para ocultar bens, incluindo propriedades com exploração comercial. Foi identificada a negociação de um imóvel rural por cerca de R$ 180 mil, com R$ 100 mil pagos em dinheiro vivo.
Um homem apontado como gerente do tráfico e administrador financeiro do grupo teve a prisão preventiva decretada novamente. Ele havia sido preso na Operação Ruptura CPX, em março, mas obteve a liberdade ao alegar que atuava apenas como laranja.
Novas provas indicam que o investigado controlava a distribuição de entorpecentes, estoques e a gestão de pontos de venda. Análises financeiras revelaram movimentações de aproximadamente R$ 661 mil ligadas às atividades ilícitas em um dos períodos analisados.
O delegado Anteno Junior Pimentel Marcondes afirmou que a operação visa atingir a estrutura patrimonial das facções. Segundo ele, as medidas judiciais servem para evitar que recursos do crime sejam preservados ou reinvestidos na atividade criminosa.
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