Preços da soja recuam em cidades de Mato Grosso e outras regiões
Quedas nas praças brasileiras coincidem com a expectativa por novo relatório do USDA sobre a safra dos Estados Unidos.

As cotações da soja registraram baixa em diversas praças do Centro-Oeste e Sul do Brasil nesta quinta-feira, dia 8. Em Mato Grosso, as referências acompanhadas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) caíram R$ 0,80 por saca, com valores de R$ 145,05 em Rondonópolis e R$ 137,40 em Sorriso.
No estado de Mato Grosso, o plantio da safra alcançava 10,23% da área até o dia 2 de outubro, sob a influência de chuvas distribuídas de forma irregular. Fatores como frete, necessidade de caixa e condições de pagamento têm orientado as decisões de comercialização dos produtores locais.
No Rio Grande do Sul, a TF Agroeconômica apontou recuo de R$ 0,50 por saca, com preços entre R$ 147,50 e R$ 156,50. A Emater/RS-Ascar informou que a semeadura segue em estágio inicial devido à umidade excessiva, que dificulta a operação de máquinas nas lavouras.
Em outras regiões, o Paraná manteve cotações entre R$ 143,00 e R$ 154,00, com 36% da área semeada segundo o Deral. Já em Santa Catarina, a referência em Campos Novos ficou em R$ 148,00, com ritmos de implantação variando entre a preparação do solo e a emergência das plantas.
No mercado internacional, a Bolsa de Chicago fechou a quinta-feira em baixa, influenciada pelo avanço da colheita nos Estados Unidos e vendas externas. O contrato para novembro de 2026 encerrou a US$ 12,975 por bushel, queda de 0,42%.
O mercado aguarda a divulgação do relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 13h desta sexta-feira, dia 9. O documento deve trazer dados atualizados sobre a produtividade, produção e estoques norte-americanos.
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