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Ager mantém autuações contra Rumo por cronograma de ferrovia em Mato Grosso

Diretoria da agência negou recursos da concessionária relativos ao cumprimento de obras ferroviárias no estado.

Por Redação VORA News
Ager mantém autuações contra Rumo por cronograma de ferrovia em Mato Grosso

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados, Ager-MT, manteve duas autuações aplicadas à Rumo referentes ao cronograma de obras da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo em Mato Grosso. A decisão foi tomada por unanimidade pela diretoria executiva colegiada em reunião realizada no dia 3 de novembro.

Os autos de infração, lavrados em 2025, surgiram de processos de acompanhamento da implantação da ferrovia. Um deles baseou-se no relatório semestral de junho de 2024, enquanto o outro também tratou do cumprimento dos prazos. A ata da reunião, publicada no Diário Oficial do Estado, não detalha os valores das multas ou as etapas não cumpridas.

O projeto ferroviário, assinado em setembro de 2021 entre a Rumo e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística, prevê trilhos em mais de 700 quilômetros. O trajeto parte de Rondonópolis com ramais para Cuiabá e Lucas do Rio Verde, passando por 16 cidades, com investimento estimado em até R$ 15 bilhões.

Até o momento, apenas a primeira fase foi concluída, com 162 quilômetros entre Rondonópolis e a região de Dom Aquino, inaugurados em junho de 2026. A previsão inicial de operação em Cuiabá para 2025 e em Lucas do Rio Verde para 2028 foi alterada para 2030, e a Rumo confirmou que o ramal da capital será o último a ser construído.

Recentemente, o governador Otaviano Pivetta cobrou publicamente que a empresa cumpra o contrato para levar os trilhos a Cuiabá e Lucas do Rio Verde. O gestor relacionou a velocidade das obras ao cenário econômico nacional e ao custo de financiamento.

A decisão de negar os recursos foi fundamentada no voto do relator, José Ricardo Elias, diretor regulador de Transportes e Rodovias. Também votaram Luís Alberto Nespolo, Jossy Soares e Wilber Norio Ohara. As autuações permanecem válidas, mas a Rumo ainda pode contestá-las na Justiça.

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