Analista aponta foco em ataques e falta de propostas em eleição em Mato Grosso
Professor Alfredo da Mota Menezes avalia que disputa pelo Palácio Paiaguás prioriza a desconstrução de adversários.
A reta final da campanha eleitoral em Mato Grosso é marcada pela tentativa de desconstruir os adversários em vez de debater propostas para o Estado. Essa é a análise do professor e analista político Alfredo da Mota Menezes, que observa um empobrecimento da discussão política na disputa pelo Palácio Paiaguás.
Menezes afirma que os candidatos concentram esforços em explorar as fragilidades dos rivais, deixando os principais desafios de MT em segundo plano. O analista ressalta que, quando propostas são apresentadas, algumas carecem de viabilidade ou consistência.
Sobre o cenário eleitoral, o professor indica que os dados apontam para um segundo turno inédito e acirrado, possivelmente entre Wellington Fagundes e Otaviano Pivetta. Ele menciona que a força do agronegócio no estado favorece a presença da centro-direita na disputa.
O analista destaca que a aprovação do governo de Mauro Mendes auxilia a candidatura de Pivetta, embora não garanta a transferência total de votos. Já no caso de Wellington, Menezes aponta que o apoio de Flávio Bolsonaro impacta positivamente a campanha.
Uma das fragilidades apontadas por Menezes para as candidaturas de Wellington e Pivetta é a dificuldade de diálogo com as classes mais pobres. Ele observa que o eleitor atual tem mais acesso à informação e não segue mais a classe média para decidir seu voto, como ocorria no passado.
Quanto à candidata Natasha Slhessarenko, o analista avalia que, embora as pesquisas não indiquem sua ida ao segundo turno no momento, tropeços dos adversários ou a migração de votos da esquerda poderiam alterar esse cenário.
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