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Justiça aceita denúncia contra médico por planejar atentado em Guarantã do Norte, MT

Réu preso por feminicídio teria tentado contratar ataque contra promotora de Justiça para influenciar julgamento.

Por Redação VORA News
Justiça aceita denúncia contra médico por planejar atentado em Guarantã do Norte, MT

O juiz João Zibordi Lara aceitou, na terça-feira (20), a denúncia contra um médico acusado de tentar encomendar um atentado contra a promotora de Justiça Rebeca Santana Rêgo. O crime de coação no curso do processo mediante grave ameaça teria ocorrido em Mato Grosso, enquanto o réu cumpria prisão preventiva.

De acordo com a 1ª Promotoria de Justiça Criminal, o plano foi articulado no dia 30 de junho de 2026, no Centro de Detenção Provisória de Peixoto de Azevedo. Durante o banho de sol, o médico teria procurado outro detento para localizar intermediários que executassem o ataque contra a promotora responsável por seu caso no Tribunal do Júri.

A motivação seria o medo de receber uma pena severa devido à atuação da promotora. Para viabilizar o crime, o homem teria sinalizado o pagamento de quantias expressivas, utilizando valores que receberia de herança familiar, com o objetivo de coagir a autoridade e impedir o exercício de suas funções.

O médico está preso desde 5 de maio de 2025, sendo indiciado pela morte da namorada de 15 anos em Guarantã do Norte. Ele admitiu ter efetuado o disparo na nuca da adolescente, mas alegou que o fato foi acidental e ocorreu enquanto ambos estavam sob efeito de álcool.

Após o crime, o réu levou a vítima ao hospital, onde o óbito foi confirmado após 40 minutos. Na ocasião, ele causou danos materiais à estrutura da unidade de saúde e fugiu do local.

A Polícia Civil indiciou o médico por feminicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, disparo de arma de fogo, dano ao patrimônio público, embriaguez ao volante, entrega de veículo a pessoa não habilitada e fornecimento de bebida alcoólica a menor.

O processo por coação agora tramita paralelamente ao caso principal. O réu já teve a pronúncia confirmada e aguarda a data do julgamento pelo Tribunal do Júri, permanecendo custodiado sem direito a recorrer em liberdade.

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