Polícia Civil de Mato Grosso registra 2,3 mil cargos vagos em Cuiabá e interior
Quase metade das vagas de investigadores da Polícia Judiciária Civil de MT estão sem preenchimento.

A Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso possui 2.307 cargos vagos entre as carreiras de delegado, investigador e escrivão. O dado consta no lotacionograma do quarto trimestre de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado e assinado por Carlos Francisco de Moraes, da Coordenadoria de Gestão de Pessoas da PJC. Dos 5.600 postos criados por lei, apenas 3.293 estão ocupados, o que representa um déficit de 41,2%.
A maior carência de pessoal ocorre na função de investigador, responsável por diligências e cumprimento de mandados. Com 4 mil cargos previstos, a categoria conta com 2.169 servidores, resultando em 1.831 postos vazios, ou 45,8% do quadro total da carreira.
Entre os escrivães, que formalizam depoimentos e procedimentos, existem 1.200 cargos criados, sendo 820 ocupados e 380 vagos, um déficit de 31,7%. Já a carreira de delegado apresenta a menor falta de pessoal, com 96 vagas abertas de um total de 400 cargos, o que equivale a 24%.
Os números refletem a estrutura autorizada por legislações como a Lei 7.935/2003 e leis complementares, não representando a meta de contratações do governo. A publicação desses dados é obrigatória para órgãos do Executivo estadual conforme o Decreto 1.093/2012, mas o documento não detalha a distribuição dos policiais por município ou delegacia.
No setor administrativo, a PJC possui 11 vagas abertas de um total de 57 cargos. Para suprir a demanda, a instituição utiliza 176 residentes técnicos, 32 analistas em regime especial e 14 analistas de tecnologia da informação.
O quadro é complementado por 32 servidores cedidos, incluindo policiais penais e agentes socioeducativos da Sejus, além de servidores da Sesp, Seplag, Secom e MTI. A instituição também conta com profissionais de outros estados, como Acre, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte.
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