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Justiça marca julgamento de 14 réus por golpe do falso intermediário em Cuiabá

Acusados de integrar organização criminosa em Mato Grosso respondem por estelionato e lavagem de dinheiro.

Por Redação VORA News
Justiça marca julgamento de 14 réus por golpe do falso intermediário em Cuiabá

O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a ação penal contra 14 pessoas acusadas de integrar uma organização criminosa em Mato Grosso. O grupo é apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por aplicar o golpe do falso intermediário, respondendo por lavagem de dinheiro, estelionato por fraude eletrônica e organização criminosa.

A audiência de instrução e julgamento foi agendada para o dia 3 de novembro, às 14h, e ocorrerá de forma virtual via plataforma Teams. O magistrado rejeitou pedidos das defesas que alegavam nulidade de provas digitais, falhas na denúncia e incompetência da Justiça Estadual para julgar o caso.

O esquema funcionava com divisões de tarefas, incluindo liderança, recrutamento para anúncios falsos, contato com vítimas, gestão financeira e cessão de contas bancárias para saques. No golpe, o criminoso se posiciona entre o vendedor e o comprador, desviando o pagamento para contas controladas pela organização.

Entre os réus, Adriany dos Santos Rondon é acusada de oferecer serviços de postagem de anúncios fraudulentos e fornecer contas para saque. Já Michelle Paiva dos Santos é apontada como fornecedora e testadora das contas utilizadas nas movimentações do grupo.

As defesas de nove réus alegaram falta de descrição individual das condutas, mas o juiz afirmou que a função de cada integrante está apontada na denúncia e será examinada durante a instrução. Pedidos de absolvição imediata e de acordo de não persecução penal também foram negados.

Sobre a tentativa de transferir o processo para a Justiça Federal, o magistrado decidiu que o caso permanece na esfera estadual, pois as vítimas eram pessoas físicas e não houve prejuízo a bens da União ou crime contra o sistema financeiro.

O processo, originado de uma ação de 2022, envolve ainda outros nomes como Claudia Sandy Moreira da Silva, Deborah Barros de Aguiar, Layza Vicência da Silva, Letícia Fernandes da Silva Castro, Lusvania Silva da Luz, Manoel Gonçalo dos Santos Almeida, Paulo César Bulhões da Costa, Paulo Ladislau Rodrigues Santos, Richard Luan Silva da Luz e Wagner Silva da Luz.

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