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PF aponta recuo em saques milionários no TCE em Cuiabá

Investigação indica que retiradas de dinheiro vivo de contas de Sérgio Ricardo cessaram após diligência policial em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
PF aponta recuo em saques milionários no TCE em Cuiabá

A Polícia Federal identificou que saques em dinheiro vivo de contas de Sérgio Ricardo de Almeida, presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá, foram interrompidos após uma ação policial. O recuo ocorreu após o sigilo de uma diligência na agência do Sicoob, localizada dentro do órgão, ter sido comprometido no dia 14 de outubro de 2025.

Durante a operação, agentes observaram Roseli Loss, então chefe de gabinete do conselheiro, e Adriangelo Barros Antunes realizando retiradas. Roseli operava no caixa enquanto Adriangelo recolhia os valores. A ação foi encerrada quando a segurança interna do TCE interpelou um dos policiais que acompanhava o servidor pelos corredores.

Para os investigadores, a data de 14 de outubro tornou-se um marco divisor, pois as comunicações de provisionamentos e saques em espécie vinculadas a Sérgio Ricardo cessaram abruptamente. A PF avalia que a mudança na rotina pode representar um recuo estratégico, embora não tenha comprovado que os envolvidos souberam da vigilância.

Entre janeiro e 22 de outubro de 2025, duas contas do conselheiro no Sicoob registraram saques que somam R$ 15,6 milhões. Desse total, 144 retiradas realizadas entre janeiro e setembro totalizaram R$ 14,1 milhões, conforme comunicação de operações suspeitas.

Em 2026, houve novos registros, incluindo uma retirada de R$ 100 mil em 11 de maio, com imagens de Roseli na agência. Outros dois provisionamentos de R$ 400 mil previstos para fevereiro e um de R$ 100 mil para 14 de maio não tiveram a confirmação do saque correspondente.

Sérgio Ricardo, Roseli Loss e Adriangelo Barros Antunes foram presos preventivamente na última quinta-feira, 29, durante a Operação Tomada de Contas. A PF apura suspeitas de irregularidades no tribunal e utiliza as movimentações financeiras e imagens de câmeras de segurança como indícios.

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