Waldir Teis assume a presidência do Tribunal de Contas em Cuiabá
Novo presidente assume a gestão do TCE-MT após a prisão do antigo gestor e deflagração de operação da Polícia Federal

O conselheiro Waldir Júlio Teis tomou posse nesta quinta-feira, 3, como presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), em Cuiabá. A mudança no comando ocorre após a prisão preventiva do presidente anterior, Sérgio Ricardo. Teis, que já atuava como vice-presidente da instituição, afirmou ter o compromisso de manter a normalidade das atividades e as ações de controle externo.
O novo presidente destacou que a prioridade da gestão será garantir a fiscalização dos recursos públicos, o andamento dos processos e o cumprimento das obrigações constitucionais do Tribunal. A cerimônia de posse contou com a presença de conselheiros, auditores substitutos e do procurador-geral do Ministério Público de Contas, William Brito Júnior.
Natural de Santa Catarina, Waldir Teis é graduado em Direito e mestre em Função Social do Direito. Sua trajetória profissional inclui passagens como empresário de contabilidade, assessor jurídico do Grupo Amaggi e secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso entre 2003 e 2007. Ele ingressou no TCE-MT em 2007, por indicação do Legislativo, tendo sido presidente entre 2014 e 2015.
A troca de comando sucede a Operação Tomada de Contas, da Polícia Federal, que investiga irregularidades em contratos e pagamentos do órgão. A denúncia acolhida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) aponta a simulação de crises orçamentárias para pressionar fornecedores e a existência de um esquema de desvio de recursos públicos.
As investigações revelaram que, enquanto o Portal da Transparência indicava R$ 2,22 milhões em remunerações para sete conselheiros, extratos bancários mostraram créditos de R$ 48,46 milhões. O ex-presidente Sérgio Ricardo teria recebido R$ 15,44 milhões em menos de dez meses, valor divergente dos R$ 288,5 mil informados oficialmente.
A Polícia Federal identificou R$ 75,85 milhões em movimentações suspeitas em 2025, resultando em um sequestro patrimonial de R$ 145 milhões. Durante as diligências, foram apreendidos veículos de luxo, relógios, vinhos e grandes quantias de dinheiro em espécie, incluindo notas de reais, dólares e euros.
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