Preço do milho recua em Mato Grosso e em Chicago
Queda nas cotações acompanha o avanço do plantio e da colheita nos Estados Unidos.

O preço médio do milho disponível em Mato Grosso registrou queda de 3,24% entre os dias 19 e 23 de outubro, fechando em R$ 44,99 por saca. O movimento ocorreu simultaneamente ao recuo de 3,75% nas cotações de Chicago, que atingiram a média de US$ 4,61 por bushel.
A redução nos valores é reflexo do ritmo menor nas negociações e do progresso da semeadura da soja. Esse cenário favorece a expectativa de que o cultivo do milho ocorra dentro da janela ideal, diminuindo as preocupações com o calendário agrícola.
Nos Estados Unidos, a pressão sobre as cotações é reforçada pelo avanço da colheita e pela perspectiva da segunda maior produção da história, o que amplia a oferta e eleva os estoques de passagem.
Em contrapartida, a demanda doméstica pelo cereal é sustentada pela indústria de biocombustíveis. Dados da ANP indicam que a produção total de etanol no Brasil chegou a 14,51 milhões de m³ entre julho e setembro de 2026, com alta de 0,80% em relação ao mesmo período de 2025.
O etanol de milho cresceu 23,71% anualmente, somando 2,90 milhões de m³. A participação do cereal na produção nacional de etanol subiu de 16,29% no período de julho a setembro de 2025 para 20,00% no mesmo intervalo de 2026.
Mato Grosso liderou a produção de etanol de milho no país entre julho e setembro de 2026, com 1,76 milhão de m³, representando 60,72% do total estimado. Outros polos relevantes foram Mato Grosso do Sul, Goiás e Maranhão.
A capacidade de formar estoques do milho permite que as usinas sejam abastecidas durante todo o ano. Essa característica reduz a dependência dos períodos de safra e garante a continuidade das operações industriais.