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Justiça mantém prisão de suspeito de mandar matar advogado em Cuiabá

Produtor rural é investigado por encomenda de crime ligado a disputa de fazenda de R$ 100 milhões em Mato Grosso.

Por Redação VORA News
Justiça mantém prisão de suspeito de mandar matar advogado em Cuiabá

O juiz André Barbosa Guanaes Simões, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, decidiu manter a prisão preventiva do produtor rural Aníbal Manoel Laurindo. Ele é apontado como o suposto mandante do assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em dezembro de 2023 na capital de Mato Grosso.

A denúncia do Ministério Público de Mato Grosso indica que Aníbal e sua esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, teriam contratado o grupo Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos (C4) para executar o crime. A motivação seria uma disputa por uma fazenda avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões. Nove pessoas foram denunciadas por integrar a estrutura criminosa.

A defesa do réu solicitou acesso completo às provas da investigação, mas o magistrado adiou a análise do pedido. A decisão ocorre devido a falhas técnicas em discos rígidos acautelados, que apresentaram erro de leitura e pendência na verificação de hash.

Para resolver a questão, a Justiça solicitou que a Polícia Federal envie novas mídias íntegras. Os dados serão encaminhados à Politec-MT para extração e disponibilização em nuvem para todos os acusados, permitindo que a defesa aponte eventuais pendências posteriormente.

Ao manter a custódia, o juiz afirmou que os elementos investigativos indicam que o réu teria encomendado o homicídio em um contexto de disputa judicial por terras em MT, com a atuação articulada de diversos agentes.

O magistrado rejeitou a tese de ilegalidade da prisão ou excesso de prazo, citando a complexidade do caso e a ausência de paralisação injustificada do Estado. Medidas cautelares alternativas foram indeferidas por serem consideradas insuficientes diante das circunstâncias atribuídas ao acusado.

A decisão destacou ainda que o fato de corréus responderem em regime menos gravoso não garante o mesmo tratamento a Aníbal, pois o regime cautelar deve ser individualizado conforme a posição de cada agente e o risco reconhecido.

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