Consumo de fertilizantes em Mato Grosso pode subir 39% até 2034
Estudo da UFMT propõe a criação de centro de referência em Várzea Grande para suprir demanda.

Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estima que a demanda por fertilizantes em Mato Grosso possa crescer até 39% nos próximos dez anos. O estudo visa encontrar alternativas para suprir esse aumento e fortalecer a cadeia de insumos agrícolas no estado.
Os dados preliminares foram apresentados na última quarta-feira (14) ao Governo de Mato Grosso. O trabalho foi realizado com a Fundação Uniselva e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), sugerindo a criação de um centro de referência em nutrição de plantas e fertilizantes.
A unidade, ligada ao Centro de Excelência em Fertilizantes e Nutrição de Plantas (CEFENP), deve ser instalada no Parque Tecnológico, em Várzea Grande. O objetivo é integrar produtores rurais, empresas, poder público e pesquisadores para ampliar a oferta de insumos e a eficiência nas lavouras.
Para chegar ao diagnóstico, a equipe técnica analisou modelos de centros especializados em países como Estados Unidos, China, Alemanha, Holanda, Marrocos e Austrália. O estudo também apontou a viabilidade de utilizar resíduos agropecuários na fabricação de fertilizantes.
Para viabilizar a estrutura, representantes do governo discutiram a prorrogação do Convênio nº 1807/2025, que trata da implantação do Hub do CEFENP em Mato Grosso.
No dia 18 de novembro, Cuiabá sediará o Fórum Internacional de Fertilizantes, Nutrição de Plantas e Segurança Alimentar. O evento marcará o lançamento do Movimento Mato Grosso Pró-Fertilizantes, reunindo pesquisadores, empresas e instituições públicas.
Durante o fórum, será assinado um memorando de entendimento para formalizar a cooperação entre as entidades. O documento estabelecerá compromissos focados em inovação, pesquisa e desenvolvimento industrial do setor.
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