Homem que matou esposa em Cuiabá simulou sequestro com foto falsa
Réu confessou o crime e a ocultação do corpo em terreno de aluguel em Mato Grosso

Jackson Pinto da Silva foi a julgamento nesta terça-feira (20), em Cuiabá, acusado de matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos. O réu admitiu ter assassinado a mulher e enterrado o corpo no quintal de um imóvel de aluguel pertencente à vítima, em Mato Grosso.
Para encobrir o crime, Jackson simulou um sequestro. Ele informou a família que Nilza havia sumido ao ir para a academia e, posteriormente, alegou que criminosos exigiam dinheiro. O irmão da vítima relatou que o marido chegou a enviar uma foto de visualização única com a mulher amarrada a uma cadeira.
A Polícia Civil notou contradições após o réu registrar o desaparecimento em três delegacias e alegar ter sido vítima de um golpe. Jackson confessou o assassinato dois dias após o ocorrido, alegando que o crime aconteceu após uma discussão sobre o filho que ele teve durante um período de separação.
O Ministério Público contesta a versão do réu e aponta indícios de premeditação. A acusação e a família sustentam que a motivação foi financeira, citando que Jackson demonstrou interesse nos nove imóveis e dois carros da vítima enquanto as buscas ainda aconteciam.
Investigações apontam que o corpo foi enterrado a dois metros de profundidade. Para isso, Jackson teria contratado uma retroescavadeira sob a justificativa de abrir uma fossa no terreno.
Durante a sessão, sobrinhas da vítima descreveram um relacionamento abusivo, afirmando que a tia era monitorada por câmeras instaladas no carro e na residência. O réu declarou arrependimento e admitiu ter inventado as histórias para evitar a prisão.
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