Custos elevados e queda de preços pressionam algodão em Rondonópolis, MT
Desvalorização nas cotações e alta nas despesas de produção reduzem margens da safra 2026/27 em Mato Grosso.

A comercialização de algodão em Mato Grosso perdeu ritmo devido à cautela da indústria e ao recuo das cotações internacionais. Em Rondonópolis, a pluma foi cotada a R$ 134,65 por arroba, o que representa uma desvalorização semanal de R$ 3,39 por arroba na praça mato-grossense.
O cenário doméstico acompanhou a tendência negativa da Bolsa de Nova York. Na indústria paulista, o valor indicado na quinta-feira (24) foi de R$ 4,22 por libra-peso, queda de 1,63% em comparação aos R$ 4,29 registrados na semana anterior.
A Safras Consultoria informou que as indústrias no mercado interno adquiriram apenas volumes para demandas imediatas. Enquanto algumas tradings buscaram algodão disponível, outras focaram as negociações em contratos para a nova safra.
Para a safra 2026/27, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), via projeto CPA-MT, estimou o custeio da lavoura em R$ 10.617,82 por hectare em agosto. O Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 0,13%, chegando a R$ 15.250,61 por hectare, impulsionado pelo aumento de 4,72% nas despesas com arrendamento.
Outros indicadores de custo apontam o Custo Operacional Total (COT) em R$ 16.264,37 por hectare, alta de 0,25%, e o Custo Total (CT) em R$ 18.709,02 por hectare, com avanço mensal de 0,21%.
O Imea calculou que, com a produtividade média de 126,86 arrobas por hectare, o preço médio das vendas antecipadas até agosto, de R$ 129,67 por arroba, cobre as despesas operacionais. No entanto, esse valor está R$ 17,80 abaixo do necessário para cobrir o custo total da atividade.
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