Candidatos ao Governo de Mato Grosso focam em agroindústria e logística
Planos para a eleição de 2026 priorizam a industrialização da produção primária e a ampliação da infraestrutura em MT.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso para 2026 coloca a industrialização e a infraestrutura como eixos centrais. Candidatos reconhecem que, embora o estado seja potência na produção de carne, algodão, milho e soja, ainda exporta grande parte desses produtos com baixo processamento e enfrenta custos logísticos elevados.
Otaviano Pivetta propõe transformar a economia local em um polo agroindustrial para capturar mais riqueza dentro do estado. Seu plano inclui estimular a rede frigorífica, a mineração sustentável e o processamento da soja, além de criar um polo têxtil para transformar a fibra de algodão em fios e confecções.
Para viabilizar a indústria, Pivetta defende a continuidade da Ferrovia Senador Vicente Emílio Vuolo, ligando Cuiabá, Rondonópolis, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Ele também propõe a manutenção de incentivos fiscais via Prodeic, Proder e Proalmat, condicionados à geração de empregos e investimentos em MT.
Wellington Fagundes foca em uma matriz logística diversificada, abrangendo os setores rodoviário, ferroviário, hidroviário e aeroviário. Entre as metas estão a pavimentação da BR-242 entre Santiago do Norte e Gaúcha do Norte e a transformação do Aeroporto Marechal Rondon em um hub regional de cargas e voos internacionais.
O programa de Fagundes detalha ações ambientais, como a criação do Regulariza Mato Grosso e o uso de inteligência artificial e satélites para fiscalizar desmatamentos. O candidato também planeja inserir o estado no mercado de carbono e criar um hub de bioeconomia.
Natasha Slhessarenko propõe que a pavimentação de rodovias siga critérios técnicos de criticidade e transparência, com prioridade para trechos em piores condições. A candidata defende a eliminação de pontes de madeira, especialmente em rotas de escoamento e acessos de saúde e educação.
Slhessarenko destaca a necessidade de apoio à agricultura familiar, apontando que 87,49% desses estabelecimentos não recebem assistência técnica e apenas 15,91% acessam crédito. Para reverter o cenário, ela propõe a criação de linhas de crédito específicas.
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