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Mato Grosso

Governo corta R$ 27,1 milhões de convênio de obras em Cuiabá

Redução de verba da Sinfra exclui ruas de oito bairros da capital de Mato Grosso do plano de pavimentação.

Por Redação VORA News
Governo corta R$ 27,1 milhões de convênio de obras em Cuiabá

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) reduziu em R$ 27.132.926,35 o convênio com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Econômico Social do Vale do Rio Cuiabá. Com a medida, o valor total do acordo caiu para R$ 41.634.326,68, representando um corte de 39,5% em relação aos R$ 68,77 milhões previstos anteriormente.

A maior parte da redução provém do Estado, com a Sinfra deixando de repassar R$ 27.031.357, enquanto a contrapartida do consórcio foi diminuída em R$ 101.569,35. O termo aditivo foi assinado em 29 de setembro e publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, dia 7.

Em Cuiabá, a supressão impacta a área física de 322.512,41 m², retirando integralmente do plano de obras trechos de oito bairros: Areão, Duque de Caxias, Jardim Shangrilá, Lixeira, Bandeirantes, Jardim Petrópolis, Jardim Califórnia e Araés.

O bairro Areão apresenta a maior lista de exclusões, incluindo as ruas Brasília, Castro Alves, Salgado Filho, São João dos Lázaros, das Missões e vias com nomes de bairros cariocas. Também saíram do projeto a marginal da Avenida Miguel Sutil, a Avenida Euclides Mota e as pistas do Córrego Gambá.

Outras vias afetadas na capital são a Rua Vinte e Cinco de Agosto no Duque de Caxias, a Avenida Singapura no Jardim Shangrilá, a São Benedito na Lixeira, a Avenida Marechal Deodoro no Araés, a Avenida General Valle no Bandeirantes, a Rua Hollywood no Jardim Califórnia e a Rua Quinze no Jardim Petrópolis.

O corte de metas também atingiu outros oito municípios do consórcio, embora em menor escala. Nobres teve redução de 16,6%, enquanto cidades como Nossa Senhora do Livramento, Poconé, Jangada, Rosário Oeste, Santo Antônio do Leverger, Acorizal e Várzea Grande também registraram diminuições em suas áreas de obra.

O extrato publicado no Diário Oficial não detalha a razão da supressão dos valores nem informa se as ruas retiradas de Cuiabá serão contempladas por novos contratos ou convênios.

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