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Deputado Gilberto Cattani nega feminicídio de filha em Nova Mutum, MT

Parlamentar discorda de decisão do Tribunal do Júri e apoia fala de deputada de São Paulo sobre a inexistência do crime.

Por Redação VORA News
Deputado Gilberto Cattani nega feminicídio de filha em Nova Mutum, MT

O deputado estadual Gilberto Cattani, reeleito como o terceiro mais votado de Mato Grosso, afirmou que a morte de sua filha, Raquel Cattani, não foi um feminicídio. Em entrevista, o parlamentar declarou que a vítima foi assassinada por causa do relacionamento que mantinha e que não morreu por ser mulher, atribuindo o crime a uma pessoa desequilibrada.

A posição de Cattani diverge da decisão do Tribunal do Júri de Nova Mutum. Em janeiro, a Justiça condenou o ex-marido e o irmão dele pelo assassinato, reconhecendo o feminicídio entre as qualificadoras. O executor foi sentenciado a 33 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão, enquanto o ex-marido recebeu pena de 30 anos.

Raquel Cattani, de 26 anos, era produtora de queijos artesanais e mãe de duas crianças. Ela foi morta em 18 de julho de 2024, em sua residência na zona rural de Nova Mutum. A Polícia Civil e o Ministério Público apontaram que o ex-marido planejou o crime, executado pelo irmão, por não aceitar o fim da relação.

O deputado manifestou concordância com a deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano, que afirmou não acreditar na existência do crime de feminicídio. Para Cattani, a classificação de feminicídio deveria servir apenas como um acréscimo à pena em casos de violência doméstica, comparando a situação ao latrocínio.

No âmbito político, Cattani, que obteve 69.672 votos, atribuiu seu resultado e a derrota de nomes tradicionais da política de Mato Grosso ao perfil conservador do eleitor local. O parlamentar afirmou que a tendência de votos na direita deve persistir nos próximos anos.

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