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Justiça mantém prisão de acusado de homicídio em Paranatinga, MT

Rodrigo Souza Calisto responderá por homicídio triplamente qualificado perante o Tribunal do Júri.

Por Redação VORA News
Justiça mantém prisão de acusado de homicídio em Paranatinga, MT

A juíza Raiane Santos Arteman Dall’Acqua, da 2ª Vara de Paranatinga, em Mato Grosso, negou o recurso da defesa e manteve a prisão preventiva de Rodrigo Souza Calisto. Ele é acusado de matar Darlyson Cantanhede Melo, de 23 anos, com golpes de faca em uma via pública do município no dia 4 de outubro de 2021.

Rodrigo responde por homicídio triplamente qualificado. A acusação aponta que a vítima foi atingida pelas costas, por motivo fútil, com meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa. O acusado permaneceu foragido por cerca de quatro anos, sendo localizado e preso em 8 de agosto de 2025, em Barra do Corda, no Maranhão.

A defesa solicitou a revogação da prisão e alegou insuficiência de provas, citando um álibi sobre o horário do crime e o resultado negativo do exame da faca apreendida. Os advogados também mencionaram excesso de prazo e o afastamento da família como motivos para a liberdade.

A magistrada rejeitou os argumentos ao afirmar que a etapa de pronúncia exige prova da materialidade e indícios de autoria, e não certeza definitiva. A materialidade foi comprovada por laudo de necropsia, enquanto a autoria é sustentada pelo depoimento da sogra do réu e pelo fato de ele ter deixado a cidade na manhã seguinte ao crime.

Sobre a faca, a juíza pontuou que o resultado negativo não exclui o uso do objeto, pois ele poderia ter sido lavado. O intervalo de 50 minutos entre a saída de uma festa e a morte da vítima também não foi aceito como álibi suficiente.

A manutenção da prisão preventiva visa garantir a ordem pública e a aplicação da lei, dado o risco de nova fuga. A juíza refutou a tese de distanciamento familiar, já que o réu está detido na cidade onde vivem seus parentes.

O processo agora segue para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso para análise do recurso da defesa. Rodrigo continua acusado e aguarda o julgamento pelo Tribunal do Júri.

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