Sérgio Ricardo e outros três presos na Operação Tomada de Contas pedem liberdade em Cuiabá
Pedidos de habeas corpus foram encaminhados ao STF para revogar prisões preventivas ligadas a desvios no TCE-MT

O conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida, presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), e mais três pessoas presas na Operação Tomada de Contas solicitaram liberdade ao Supremo Tribunal Federal (STF). Também recorreram a ex-servidor Adriangelo Barros Antunes, a ex-chefe de gabinete Roseli Loss e o ex-consultor jurídico-geral Grhegory Paiva Pires Moreira Maia.
O ministro Dias Toffoli, relator dos pedidos, encaminhou os processos à Procuradoria-Geral da República (PGR) na quinta-feira, 5 de novembro. As defesas buscam a revogação das prisões preventivas determinadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em investigação da Polícia Federal sobre saques e desvios de dinheiro no tribunal em Mato Grosso.
A PGR manifestou-se contra a soltura de Grhegory Maia. O subprocurador-geral da República, Paulo Vasconcelos Jacobina, defendeu a manutenção da prisão citando que o ex-consultor teria recebido R$ 32,3 milhões entre janeiro e outubro de 2025. O parecer menciona imagens de Grhegory colocando blocos de dinheiro em uma mochila na agência bancária do TCE.
A Polícia Federal aponta que Sérgio Ricardo, preso em Cuiabá no Batalhão de Operações Especiais (Bope), realizou 150 saques que somam R$ 15,6 milhões no mesmo período. A investigação indica que o tribunal creditou R$ 15,44 milhões nas contas do conselheiro, enquanto sua remuneração oficial foi de R$ 288,5 mil.
A operação, iniciada em 29 de outubro, mobilizou 180 policiais federais em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. Foram cumpridos seis mandados de prisão e 26 de busca e apreensão. A PF investiga crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e crimes contra a administração pública, incluindo a possível cobrança de propinas de fornecedores.
O advogado Fernando Márcio Vareiro, que defende Sérgio Ricardo, Roseli e Adriangelo, afirma que a prisão preventiva é ilegal por falta de elementos concretos. Após o afastamento de Sérgio Ricardo, o conselheiro Waldir Teis assumiu a presidência do TCE-MT em 3 de novembro e exonerou os servidores envolvidos na operação.
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