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Juiz autoriza que coronel condenado por morte de advogado em Cuiabá cumpra pena em MG

Etevaldo Caçadini, sentenciado a mais de 21 anos de prisão, poderá ser transferido para Belo Horizonte por questões de saúde e familiares.

Por Redação VORA News
Juiz autoriza que coronel condenado por morte de advogado em Cuiabá cumpra pena em MG

O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar, determinou que o Exército Brasileiro tome as medidas necessárias para que o coronel aposentado Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas cumpra sua pena em Belo Horizonte, Minas Gerais. O condenado, de 71 anos, foi sentenciado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em Cuiabá, Mato Grosso.

A decisão atende a um pedido da defesa, que solicitou a transferência do preso de Brasília para a capital mineira, onde reside seu núcleo familiar. O magistrado fundamentou a medida na idade avançada do réu, em suas condições de saúde e no direito de cumprir a pena próximo à família, conforme previsto na Lei de Execução Penal.

O crime aconteceu em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Roberto Zampieri foi morto a tiros dentro do próprio veículo ao sair do escritório. De acordo com a acusação, o homicídio foi planejado e motivado por uma disputa judicial sobre uma propriedade rural avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

Além de Caçadini, que é apontado como articulador e financiador, foram condenados Antônio Gomes da Silva, com pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias, e Hedilerson Fialho Martins Barbosa, sentenciado a 25 anos. Antônio confessou ter sido o executor do crime, enquanto os demais réus negaram participação.

O juiz José Mauro Nagib Jorge informou que a definição de uma unidade prisional específica cabe ao Juízo da Execução Penal, mas ordenou a expedição urgente de ofício ao Comando do Exército para viabilizar a transferência.

O processo agora segue para a análise de recursos de apelação apresentados pelo Ministério Público, pela viúva da vítima, Adriana Ribeiro Garcia Bernardes Zampieri, e pela defesa de Caçadini. Os autos serão encaminhados ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

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