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Eleitores de Mato Grosso relembram ditadura e importância do voto direto

Cidadãos que viveram a restrição de liberdades políticas destacam a redemocratização e o papel do voto consciente.

Por Redação VORA News
Eleitores de Mato Grosso relembram ditadura e importância do voto direto

Cerca de 2,6 milhões de eleitores em Mato Grosso estão aptos a votar para presidente neste domingo (25), em disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Para parte da população, o ato de escolher o governante remete ao período da ditadura militar, iniciada em 1964, quando as eleições diretas para a Presidência da República ficaram suspensas por 21 anos.

Moradores de MT que viveram o regime militar relatam que só conseguiram votar para presidente pela primeira vez em 1989, após completarem 27 anos. A retomada desse direito foi fruto de mobilizações populares, com destaque para o deputado mato-grossense Dante de Oliveira, autor da emenda que propunha a volta das eleições diretas.

A cineasta Maria de Fátima Rodrigues, de 71 anos, recorda que a estrutura patriarcal da época induzia as mulheres a seguirem as escolhas políticas dos maridos. Ela afirma que a Constituição de 1988 abriu oportunidades de pensamento e que a autonomia de voto permitiu que as mulheres influenciassem questões de política social.

O médico-veterinário Marco Assumpção, de 70 anos, votou pela primeira vez para presidente aos 33 anos. Ele descreve a ditadura como um período de censura em que era proibido opinar sobre a sociedade ou ler e ouvir certos conteúdos, ressaltando que a união de estudantes, trabalhadores e sindicatos foi essencial para o fim do regime.

O jornalista e professor Edson Spenthof, de 64 anos, defende que, embora a política seja feita diariamente, a democracia e os direitos fundamentais não existem sem o direito ao voto. Para ele, a participação nas urnas é essencial para a manutenção do sistema democrático.

Mesmo para aqueles com mais de 70 anos, para quem o voto tornou-se facultativo, a ida às urnas permanece como uma prioridade. Os entrevistados convergem na ideia de que a participação eleitoral é a ferramenta necessária para cobrar governantes e promover mudanças na sociedade.

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