Procurador preso em Cuiabá só pode ser demitido da ALMT após processo
Grhegory Paiva Pires Moreira Maia é investigado por recebimentos suspeitos de R$ 32,3 milhões.

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, afirmou que o procurador Grhegory Paiva Pires Moreira Maia só poderá ser exonerado da Casa após a conclusão de um processo administrativo disciplinar (PAD). O servidor, que foi preso preventivamente em 29 de outubro, deve retornar ao Legislativo.
Grhegory atuava como consultor jurídico-geral do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) desde fevereiro de 2020, função da qual foi exonerado na terça-feira (3). A Polícia Federal investiga o procurador como destinatário de R$ 32,3 milhões em pagamentos suspeitos realizados entre janeiro e outubro de 2025.
Max Russi explicou que, por ser concursado, a demissão imediata sem a devida investigação poderia ser anulada em 30 dias. O deputado informou que a cessão ao TCE ocorreu a pedido do tribunal, que era responsável pelo pagamento do salário do servidor.
A Procuradoria da Assembleia foi notificada na terça-feira para definir as providências necessárias. Paralelamente, o deputado Chico Guarnieri formalizou nesta quarta-feira (4) o pedido para a abertura do PAD.
Outro servidor com vínculo na Assembleia, Adriangelo Barros Antunes, também foi preso e é investigado por repasses de R$ 2,28 milhões. Max Russi ressaltou que Adriangelo está aposentado e não retornará à Casa, defendendo que a conduta de um servidor não deve generalizar todo o grupo.
O presidente da ALMT declarou confiar no Judiciário, no Ministério Público e na Polícia Federal. Ele afirmou que providências graves devem ser tomadas caso as provas do inquérito sejam confirmadas, mas cobrou esclarecimentos sobre pessoas citadas sem comprovação.
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