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Governador de Mato Grosso condena violência política após morte em Brasnorte

Otaviano Pivetta cobrou a punição de responsáveis por crimes motivados por divergências eleitorais no estado.

Por Redação VORA News
Governador de Mato Grosso condena violência política após morte em Brasnorte

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, manifestou-se nesta terça-feira (27) contra episódios de violência ocorridos após o segundo turno das eleições presidenciais. Em coletiva de imprensa, o gestor classificou como desumano o uso de agressões para substituir o respeito ao resultado das urnas e defendeu que a violência política seja banida do país.

Pivetta lamentou a morte do policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, que foi baleado em Brasnorte, cidade localizada a 580 km de Cuiabá. O governador afirmou que o sistema eleitoral brasileiro é seguro, moderno e eficiente, ressaltando que a liberdade de votar é uma conquista dos brasileiros que deve ser preservada.

Em Brasnorte, a Polícia Civil efetuou a prisão temporária de um homem de 59 anos, suspeito de matar o policial. As investigações apontam motivação política, pois o suspeito teria questionado a presença de pessoas ligadas a um partido em um bar antes de atirar. O investigado alegou em depoimento que os disparos foram direcionados a um aparelho de som.

Outro caso registrado foi em General Carneiro, onde o vereador Marcos Aurélio Bento Pena, bombeiro militar da reserva, foi detido por suspeita de atirar contra pessoas que comemoravam o resultado eleitoral. O parlamentar afirmou ter usado uma arma de pressão para disparar para o alto e foi liberado após pagar fiança de R$ 1 mil.

O governador reforçou que cabe ao Estado e à Justiça investigar todos os crimes e punir os culpados. Ele destacou que a democracia e a confiança no sistema de votação são essenciais para evitar barbaridades e garantir a ordem social.

Além dos confrontos, foram identificadas mensagens com propostas de demissão de servidores e exclusão de profissionais alinhados ao PT do mercado de trabalho. Os conteúdos sugeriam ainda impedir a entrada de ônibus com passageiros do Nordeste e mencionavam a resolução de conflitos por meio de violência.

Em Porto Esperidião, um tiroteio em um posto de combustíveis resultou em uma morte e outras pessoas feridas. No entanto, a Polícia Civil informou que não foi identificada relação entre esse confronto específico e as disputas das eleições.

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