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CFAEO debate crescimento de despesas públicas em Cuiabá, Mato Grosso

Sefaz apresentou resultados fiscais do segundo quadrimestre de 2026 em audiência na Assembleia Legislativa.

Por Redação VORA News
CFAEO debate crescimento de despesas públicas em Cuiabá, Mato Grosso

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT) apresentou, nesta quinta-feira (29), em Cuiabá, os resultados fiscais do segundo quadrimestre de 2026. A audiência pública foi realizada pela Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária (CFAEO) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para avaliar o cumprimento das metas fiscais.

Os dados revelaram um resultado primário positivo de R$ 241,62 milhões, superando a meta da Lei de Diretrizes Orçamentárias. O resultado nominal atingiu R$ 1,46 bilhão, enquanto a dívida consolidada líquida ficou negativa em R$ 7,01 bilhões, o que indica que a disponibilidade financeira é superior ao endividamento.

Entre janeiro e agosto de 2026, a receita corrente foi de R$ 29,73 bilhões, com alta de 7,60% comparado ao ano anterior. No mesmo período, as despesas correntes somaram R$ 23,22 bilhões, registrando um crescimento de 14,72%, o que gerou um superávit corrente de R$ 6,51 bilhões.

O deputado Carlos Avallone, presidente da CFAEO, questionou a diferença no ritmo de crescimento entre receitas e despesas e solicitou relatórios complementares. O parlamentar afirmou que o estado mantém o equilíbrio fiscal, mas que a manutenção dos investimentos depende de medidas como a contratação de operações de crédito.

O governo estadual prevê um empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, conforme o Projeto de Lei nº 795/2026. A Sefaz planeja destinar R$ 1,2 bilhão para logística e infraestrutura, e R$ 300 milhões para a construção de hospitais regionais em Pontes e Lacerda e Barra do Garças.

A secretária adjunta da Contadoria Geral do Estado, Anésia Cristina Batista, afirmou que a Sefaz monitora a execução orçamentária para garantir as metas fiscais e a capacidade de pagamento do estado. Ela destacou que a equipe econômica trabalha com as secretarias para adequar os gastos aos recursos disponíveis.

Sobre a arrecadação, o ICMS somou R$ 10,97 bilhões, com alta de 11,27%, e o Fethab totalizou R$ 2,96 bilhões. Já a renúncia fiscal chegou a R$ 13,17 bilhões, aumento de 35,94% em relação a 2025, variação atribuída pela Sefaz ao aprimoramento da declaração de benefícios fiscais.

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