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Justiça absolve suspeito de roubo a loja de eletrodomésticos em Sorriso, MT

Decisão judicial apontou falhas no reconhecimento fotográfico e insuficiência de provas contra Paulo Witer Farias Paelo.

Por Redação VORA News
Justiça absolve suspeito de roubo a loja de eletrodomésticos em Sorriso, MT

O juiz Arthur Moreira Pedreira de Albuquerque, da 2ª Vara Criminal de Sorriso, absolveu Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como W.T., da acusação de participar de um assalto a uma loja de eletrodomésticos no município de Sorriso, Mato Grosso. A decisão, assinada nesta quinta-feira (15), baseou-se na insuficiência de provas para comprovar a autoria do crime.

A sentença destacou irregularidades no reconhecimento fotográfico realizado pela Polícia Civil, que não seguiu as normas do Código de Processo Penal. A Justiça verificou que a foto identificada com o nome de Paulo Witer pertencia a outra pessoa, enquanto a imagem real do acusado estava atribuída a outro suspeito. Além disso, nomes foram escritos nas fotos exibidas às vítimas.

Outras inconsistências foram citadas no processo, como depoimentos de testemunhas que não lembravam de ter feito o reconhecimento na delegacia. Houve também contradições nos relatos sobre a compra de aparelhos celulares e uma sanduicheira, que não coincidiam com as informações das notas fiscais apresentadas.

O crime ocorreu durante o horário de almoço dos funcionários, quando um grupo rendeu um trabalhador para acessar o cofre e roubou celulares pelos fundos da loja, fugindo em uma motocicleta Honda XRE. A investigação havia associado W.T. ao caso após a localização de uma mochila com celulares e uma nota fiscal em seu nome.

Paulo Witer Farias Paelo é apontado como tesoureiro e uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso. Ele está preso desde abril de 2024 e possui condenações que ultrapassam 30 anos de reclusão em outros processos.

O acusado também é investigado pela Operação Apito Final, da Draco e da Gerência de Combate ao Crime Organizado, por suspeita de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A polícia apura movimentações financeiras acima de R$ 65 milhões em veículos de luxo, imóveis e empresas.

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