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Justiça mantém prisão de homem por violência psicológica em Lucas do Rio Verde

Juiz converteu flagrante em preventiva mesmo após vítima escrever carta pedindo a soltura do companheiro.

Por Redação VORA News
Justiça mantém prisão de homem por violência psicológica em Lucas do Rio Verde

A Justiça de Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, converteu em prisão preventiva a detenção de um homem acusado de violência psicológica contra a companheira. A decisão do juiz Fabio Petengill, da 2ª Vara Criminal, ocorreu mesmo após a vítima entregar uma carta escrita à mão solicitando que o parceiro não fosse preso.

O magistrado fundamentou a decisão no risco concreto de agressão física, destacando que as ameaças aumentaram nos últimos dias e envolveram a utilização de uma faca afiada. O juiz pontuou que o recuo de vítimas em casos de violência doméstica é frequente e pode ser motivado por medo, laços afetivos ou dependência econômica, ressaltando que o acusado é o provedor da casa e dos filhos.

A prisão ocorreu na manhã de terça-feira, dia 6, após a Delegacia de Atendimento à Mulher ser acionada. A vítima relatou sofrer ofensas diárias e acusações de traição. O homem, que admitiu ter consumido álcool após o trabalho, estava alterado no momento da abordagem policial.

Depoimentos dos filhos do casal indicam que a violência escalou entre os dias 2 e 6 de outubro. Segundo o filho, o homem afirmou que teria prazer em matar a mãe por enforcamento e afiou uma faca diante dela. A filha relatou que o pai empurrou a mãe e que as brigas ocorrem geralmente quando ele bebe, apesar de fazer uso de medicamentos controlados.

Para o Judiciário, a reiteração do comportamento e o uso de álcool tornam insuficientes medidas como o afastamento do lar ou a proibição de contato. O juiz observou que a mulher já havia solicitado e depois retirado uma medida protetiva anteriormente, o que demonstra a ineficácia de providências mais brandas.

Devido ao relato do preso de que não foi informado sobre seu direito ao silêncio, o juiz determinou o envio de cópias do processo à Corregedoria da Polícia Civil e ao Ministério Público. O magistrado também solicitou maior rigor da delegacia na distribuição de procedimentos ao plantão judiciário para evitar atrasos em casos urgentes.

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