Comércio de Mato Grosso registra pior desempenho do país no varejo ampliado
Queda nas vendas e recorde de endividamento de empresas marcam o cenário econômico no estado.

O setor comercial em Mato Grosso enfrenta um período de retração, com indicadores de vendas em queda e aumento do pessimismo entre empresários. Dados do IBGE, da Fundação Getulio Vargas e da Serasa Experian confirmam a situação crítica do estado.
De acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, as vendas do varejo em Mato Grosso recuaram 2,2% entre junho e julho de 2026. O resultado coloca o estado entre as maiores quedas do Brasil, superado apenas por Tocantins e Amapá.
No varejo ampliado, que engloba material de construção e veículos, a situação é mais grave. Em comparação a julho do ano anterior, as vendas em Mato Grosso caíram 7,4%, o que representa o pior desempenho de todas as unidades da federação.
A Fundação Getulio Vargas aponta que o alto nível de inadimplência e o endividamento das famílias limitam os gastos no comércio, mesmo com a redução dos juros. No cenário nacional, os setores de roupas, calçados, móveis e eletrodomésticos foram os mais afetados.
A Serasa Experian contabilizou, em junho de 2026, um recorde de 9,1 milhões de empresas inadimplentes, com dívidas que somam R$ 232,9 bilhões. Cerca de 95% desses negócios são micro e pequenas empresas, fundamentais para a economia do interior.
Além do endividamento empresarial, quase 84 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em agosto. A redução do consumo gera um efeito em cadeia que impacta as contratações e a arrecadação de impostos das prefeituras.
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