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Política

Pivetta anuncia reforma administrativa e cortes no governo de Mato Grosso

Plano prevê redução de cargos, modernização da máquina pública e devolução de rodovias aos municípios.

Por Redação VORA News
Pivetta anuncia reforma administrativa e cortes no governo de Mato Grosso

O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, anunciou em Cuiabá a implementação de uma reforma administrativa para seu novo mandato. A estratégia foca na redução da estrutura interna das pastas, com a diminuição de cargos e da burocracia, embora o número de secretarias possa ser mantido.

Um grupo composto por dez servidores de carreira, incluindo a vice-governadora eleita Gisela Simona, deve entregar o plano de redução do Estado até o fim da próxima semana. O projeto busca a contenção de despesas, a modernização de sistemas e a simplificação de transferências voluntárias para as prefeituras via modelo fundo a fundo.

Pivetta criticou reformas que apenas alteram nomenclaturas de órgãos sem reduzir gastos ou pessoal. O governador defende a criação de um organograma mais vertical, priorizando a utilização dos quadros de carreira do Estado para diminuir o peso da máquina pública sobre o contribuinte.

Uma das medidas concretas é a devolução de aproximadamente 12 mil quilômetros de rodovias aos municípios. Segundo o governador, esses trechos foram incluídos na malha estadual por iniciativa de parlamentares ao longo da história de MT, mas nunca receberam manutenção do Estado.

Para viabilizar a gestão dessas vias, parte dos recursos destinados à manutenção rodoviária será repassada às prefeituras. Pivetta não detalhou quais trechos serão devolvidos nem os valores que serão transferidos aos municípios.

Questionado sobre a demissão de servidores, o governador afirmou que a sugestão de desligar cargos comissionados antes de mexer com efetivos será acatada. Ele declarou que algumas pessoas serão desligadas ou desconvidadas do governo.

O enxugamento da máquina é tratado como um compromisso de campanha. Pivetta, que foi reeleito com 60,77% dos votos válidos, inicia o novo mandato em janeiro de 2027, mas não informou a quantia total a ser economizada ou o número exato de cargos cortados.

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