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Educação

Escolas em Mato Grosso devem substituir sirenes para alunos autistas

Lei estadual proíbe alarmes de alta intensidade para evitar sobrecarga sensorial em estudantes.

Por Redação VORA News
Escolas em Mato Grosso devem substituir sirenes para alunos autistas

Instituições de ensino públicas e privadas em Mato Grosso agora são obrigadas a trocar sirenes e alarmes sonoros intensos por alternativas que não causem sobrecarga sensorial. A medida, estabelecida pela Lei estadual 13.028, visa proteger estudantes com transtorno do espectro autista e hipersensibilidade sonora, permitindo o uso de sinais visuais ou musicais para marcar horários de entrada, saída e intervalos.

A legislação foi sancionada em setembro de 2025 pelo governador Mauro Mendes, a partir de projeto do deputado Lúdio Cabral. O parlamentar justificou que ruídos repentinos podem provocar medo antecipatório, desregulação emocional e crises, o que prejudica a permanência de crianças e adolescentes no ambiente escolar.

Embora a lei preveja multas graduadas conforme a gravidade e o porte da instituição, com verbas destinadas ao Fundo Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência, ela entrou em vigor sem prazo de adaptação. O governo vetou o artigo que dava 120 dias para o ajuste, decisão que foi classificada como sem sentido pelo deputado Cabral, que afirma que a mudança não gera custos.

A Secretaria de Estado de Educação informou que cerca de 70% das unidades estaduais já utilizam sinais musicais, seguindo diretrizes de um documento orientativo da pasta. Um exemplo é a escola Ana Maria do Couto, que implementou músicas instrumentais escolhidas pelos alunos no início de 2026. Até o momento, a secretaria não registrou penalidades ou denúncias.

Sobre a abrangência da norma, o autor da lei defende que ela atinja as redes estadual, municipal e particular, embora reconheça que a competência do Estado sobre os municípios possa ser questionada. Em Cuiabá, já existe uma legislação municipal com a mesma finalidade.

O sindicato das escolas particulares afirma que orienta as instituições para que a troca ocorra de forma gradual. Paralelamente, profissionais de saúde alertam que sons intensos geram ansiedade, enquanto mães de alunos autistas ressaltam a necessidade de formação docente para complementar a inclusão.

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